Sebrae-SP promove workshop em Sertãozinho e reúne produtores rurais para discutir inovação e mercado de carbono | ASN São Paulo
Mais de 100 produtores rurais participaram, na noite de 23 de abril, de um workshop promovido pelo Sebrae-SP em parceria com o Senar, em Sertãozinho. O encontro abordou temas estratégicos para a produção regional, com foco em inovação, gestão de riscos e sustentabilidade.

Entre os destaques estiveram as palestras de Gustavo Nogueira, engenheiro agrônomo da Copercana, e de Fábio Camargo Soldera, gestor de sustentabilidade, que tratou de responsabilidade e proteção legal em casos de incêndio.
Durante a apresentação, Nogueira explicou o uso de tecnologias de mapeamento e georreferenciamento para o manejo do solo. Segundo ele, a divisão das propriedades em pequenas áreas permite diagnósticos mais precisos, embora aumente o custo da operação. “Quanto menor a área analisada, maior a precisão dos dados”, afirmou.
O especialista destacou que a coleta correta das amostras é decisiva para a qualidade dos resultados. “Não existe tecnologia ou laboratório que corrija uma coleta mal feita”, disse.
Após a análise, são definidas recomendações de adubação, correção do solo e aplicação de insumos, com acompanhamento técnico para garantir a eficiência das intervenções.
Na segunda parte do evento, os participantes acompanharam uma apresentação de Fábio Camargo Soldera sobre boas práticas agrícolas para evitar incêndios e reduzir riscos de multas em canaviais, com orientações voltadas à prevenção e à adequação às exigências legais.

Na abertura, o gerente regional do Sebrae-SP Paulo Arruda ressaltou a importância do agronegócio na cadeia produtiva e sua participação no desenvolvimento da CPL de Bioenergia, em Sertãozinho. O presidente Márcio Fernando Meloni destacou a parceria entre Sebrae e Senar na criação de oportunidades para os produtores.
O consultor de negócios do Sebrae-SP Adriano Bardella Monteiro apresentou o programa O2, voltado à avaliação e monetização de áreas de preservação ambiental. A proposta inclui a criação de planos de ação e a inserção dos produtores no mercado de carbono.
“É notório o comprometimento do produtor rural com o meio ambiente, mas ainda falta mensurar e validar essas ações”, afirmou.
O programa prevê acompanhamento técnico por 12 meses, com apoio de um agente de desenvolvimento e ferramentas para medição de impacto ambiental, certificações e acesso ao mercado de carbono.
Para Manuel Sicchieri, a iniciativa amplia as possibilidades de geração de renda no campo e se insere em um movimento mais amplo de valorização de práticas sustentáveis no agronegócio. Segundo ele, a tendência é que produtores passem a transformar ativos ambientais em novas fontes de receita, com acesso a mercados como o de crédito de carbono.
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